Campo Grande foi palco da terceira edição do Festival da Cultura Indígena, realizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, que reuniu cerca de 200 participantes para prestigiar a arte, o artesanato e as tradições das etnias Terena e Guarani.
O destaque do evento foi o concurso Mister e Miss Indígena, que coroou Fernanda André, 15 anos, da comunidade Vivendas do Parque, e Caíque Martins, 19 anos, da comunidade Marçal de Souza, como os novos embaixadores da beleza indígena da Capital. O concurso contou com 17 meninas e 10 meninos das etnias Terena e Kadiwéu, que desfilaram com trajes típicos e de gala, incentivando a autoestima e o orgulho cultural dos jovens indígenas.
Caíque Martins, representante da etnia Terena, ressaltou a importância do concurso para dar visibilidade às lutas indígenas e promover o empoderamento dos jovens:
“Posso usar esse título para explicar a realidade da vida na terra indígena, desmistificar estereótipos e mostrar a diversidade dos 300 povos e 274 línguas do Brasil.”
Fernanda André, emocionada com a conquista, contou com o apoio dos pais e do cacique de sua comunidade, Adolfo Fonseca Loureiro, para expressar o significado da faixa recebida. Seus pais destacaram o orgulho em ver a filha realizar o sonho de desfilar e representar sua cultura.
O segundo lugar ficou com Elika Xavier, do Núcleo Ceramista, e Diego Fialho, da comunidade Parava, que receberam a faixa de Miss e Mister Simpatia.
Além do concurso, o festival contou com apresentações artísticas, como a tradicional dança SepuTerena, e reuniu líderes, gestores e representantes de diversas comunidades. O evento fez parte das comemorações dos 126 anos de Campo Grande e reforçou a importância da cultura indígena para a identidade da cidade.
A Procuradora e consultora da ONU Indígena, Samia Barbieri, destacou o avanço na luta pelos direitos indígenas e o papel do município na valorização dessas comunidades. O cacique Josias Jordão, representando a Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, ressaltou o fortalecimento cultural promovido pelo evento.
A Secretária de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, definiu o Festival como um marco na quebra de preconceitos e na preservação da ancestralidade. Para Priscilla Justi, superintendente de Política de Direitos Humanos da SAS, o Miss e Mister Indígena representa reconhecimento, respeito e valorização das raízes que ajudaram a construir Campo Grande.
O festival reafirma o compromisso com a diversidade, a inclusão e a promoção da cultura indígena, aproximando a população da história e das tradições dos povos originários da Capital.






