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Dez produções estudantis chegam à final do III Festival de Cinema das Escolas Estaduais de MS

Mostra audiovisual valoriza protagonismo juvenil e será realizada no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, no dia 19 de setembro

A criatividade dos estudantes da Rede Estadual de Ensino (REE) conquistou mais uma vez espaço no cenário cultural de Mato Grosso do Sul. Foram divulgados os dez curtas-metragens finalistas do III Festival de Cinema das Escolas Estaduais – Prêmio “Joel Pizzini”, que acontece no próximo dia 19 de setembro, das 13h às 17h, no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande.

Com o tema “Arte e Cultura pela Paz: Caminhos para uma Convivência Harmônica”, a edição de 2025 recebeu mais de 20 inscrições vindas de diferentes municípios do Estado. O festival é promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SED), por meio da Superintendência de Modalidades e Programas Educacionais (Supre) e do Núcleo de Arte e Cultura (Nuac), com o objetivo de incentivar o protagonismo juvenil e o audiovisual como ferramenta de reflexão social.

Finalistas do III Festival de Cinema das Escolas Estaduais

  • A Doença do Diego – EE Profª. Fátima Gaiotto Sampaio (Nova Andradina)
  • Aposta Perdida – EE José Pereira Lins (Dourados)
  • Berimbau em Dois Tons – EE Rodrigues Alves (Itaporã)
  • Conexões Invisíveis – EE Profª. Neyder Suelly Costa Vieira (Campo Grande)
  • Diário de um Artista – EE Vereador Moacir Djalma Barros (Dourados)
  • Em Seus Olhos – EE Min. João Paulo dos Reis Veloso (Dourados)
  • Os Condenados da Terra – EE Thomaz Barbosa Rangel (Rio Verde)
  • Ponto de Ruptura – EE Reynaldo Massi (Ivinhema)
  • Sempre Juntos – EE Orcírio Thiago de Oliveira (Campo Grande)
  • Simulatron 2000 – EE Santiago Benites (Paranhos)

Educação e transformação

Para o gestor do Nuac, professor doutor Fábio Germano da Silva, o festival é um espaço de construção de diálogos significativos:

“O festival amplia os horizontes dos jovens, permitindo que discutam diversidade, convivência e respeito dentro da escola. Produzir cinema é também produzir conhecimento e promover a paz.”

Já o secretário de Estado de Educação, Hélio Queiroz Daher, ressaltou a dimensão formativa da iniciativa:

“Mais do que revelar talentos, o festival reafirma a escola como espaço de formação cidadã. Ao refletirem sobre inclusão e convivência, os jovens ajudam a transformar a realidade em um ambiente mais justo e acolhedor.”

Avaliação e aprendizado

A seleção dos finalistas ocorreu em 27 de agosto, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Campo Grande, por um júri formado pelos profissionais do audiovisual Lisa Rodrigues, Eleutério Queiroz, Cid Nogueira, Ara de Andrade Martins e André Mazini.

Segundo a cineasta Lisa Rodrigues, o aprendizado vai além da sala de aula:

“Vivemos em uma era visual, em que compreender e produzir audiovisual é essencial. Ensinar os estudantes a lidar com essa linguagem de forma crítica e criativa os prepara para o mercado de trabalho e também para enfrentar os desafios do mundo digital.”

Homenagem e premiação

O festival leva o nome do cineasta Joel Pizzini, artista douradense conhecido pela experimentação estética e pelo compromisso social em obras como 500 Almas, Caramujo-Flor e Enigma de um Dia.

Todos os finalistas receberão troféu e certificado, e haverá premiação para os três melhores curtas, além de destaques em melhor fotografia e melhor roteiro.

Apoio cultural

O festival conta com o apoio da Setesc, FCMS, Febafams, MIS, LabPop, Fadeb/MS, Ampare/MS, Fertel, Bioparque Pantanal e Sanesul, fortalecendo parcerias institucionais em prol da arte e da educação em Mato Grosso do Sul.

Fonte:
Conselho Nacional de Secretários de Educação

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