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Casa do Artesão celebra 50 anos como vitrine do artesanato sul-mato-grossense

Casa do Artesão de Campo Grande/MS - Foto Ricardo Gomes

Espaço histórico de Campo Grande reúne a produção de mais de mil artesãos, preserva patrimônio cultural e fortalece a identidade regional.

A Casa do Artesão de Mato Grosso do Sul completa, neste 1º de setembro de 2025, 50 anos de valorização do artesanato sul-mato-grossense. Localizada em um prédio histórico no centro de Campo Grande, a instituição se consolidou como um dos principais pontos de comercialização e difusão cultural do Estado, reunindo obras de mais de mil artesãos locais.

O prédio que abriga a Casa do Artesão foi construído entre 1918 e 1923, com projeto do engenheiro Camilo Boni, sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquale Cândida. Antes de se tornar referência no artesanato, abrigou a primeira agência do Banco do Brasil na Capital — inclusive preservando seu cofre como atração turística. Em 1975, foi oficialmente inaugurado como Casa do Artesão e, em reconhecimento à sua relevância, é tombado como patrimônio histórico estadual.

Restauração e expansão

Após ampla obra de restauro concluída em março de 2023, com investimento de R$ 2,5 milhões do Governo do Estado, a Casa ganhou infraestrutura renovada e manteve sua autenticidade arquitetônica. No mesmo período, foi inaugurada a primeira filial da Casa do Artesão, localizada no Bioparque Pantanal, ampliando a presença do artesanato regional em um dos principais atrativos turísticos do Estado.

Depoimentos e legado

Para Katienka Klain, diretora de Artesanato e Moda da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), a Casa do Artesão é “um marco para a geração de renda e para a divulgação da cultura sul-mato-grossense para visitantes de todo o Brasil”.

O diretor-presidente da FCMS, Eduardo Mendes, destacou que a Casa é “muito mais do que um ponto de vendas: é uma vitrine viva da cultura popular, da criatividade e da identidade do povo sul-mato-grossense”.

Artesãos que expõem seus trabalhos no espaço também celebraram o cinquentenário. A artesã Lorna Dávila, que trabalha com cabaças há duas décadas, afirma que a Casa “é um cartão de visitas para os artesãos do Estado e fonte de renda fundamental para muitas famílias”. Já a ceramista Helena Belalian, com trajetória desde 1980, considera o espaço “um marco da arte popular e da luta pela valorização do artesanato regional”.

Meio século de história cultural

Hoje, a Casa do Artesão segue como referência nacional no fortalecimento do artesanato, desempenhando papel essencial na preservação da memória cultural e na projeção do trabalho dos artesãos sul-mato-grossenses para além das fronteiras do Estado.

Fonte:
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS)

Foto:
Ricardo Gomes

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